Habitat: O abutre-preto tem como habitat zonas florestadas com bastante relevo, usando também zonas áridas e semi-áridas de alta montanha até aos 4500m.
Distribuição geográfica: Na Europa está presente na Península Ibérica. Depois na Turquia, Irão, Afeganistão até ao sul da Sibéria, Mongólia e norte da China e extremo norte da Índia.
Distribuição geográfica das populações de Abutre-Preto em (2007).
Legenda: verde – distribuição actual das populações reprodutoras; azul: distribuição actual das populações invernantes.
Distribuição das populações reprodutoras de Abutre-Preto na Península Ibérica, adaptado em 2006
Morfologia:O abutre-preto é a maior ave de rapina da Europa, com cerca de 98-107 cm de comprimento e podendo atingir os 3 metros (250-300 cm) de envergadura. De plumagem escura, quase preta, este necrófago pode ser avistado a planar nos céus raianos, em busca de animais mortos para comer. A sua imensa silhueta escura, de asas quase rectangulares é imponente, sendo um verdadeiro privilégio avistar um destes animais.
Ecologia:O abutre-preto é uma espécie associada aos habitats Mediterrânicos, nidificando sobretudo em bosques de sobreiro ou azinheira, quase sempre em zonas remotas e montanhosas, com declives acentuados e longe da presença do Homem. Cobrem diariamente dezenas de quilómetros, em busca de alimento. As áreas onde se alimenta dependem da disponibilidade de presas, mas o abutre-preto prefere alimentar-se em zonas de montado, e longe de fontes de perturbação humana.
Alimento: Alimentam-se de carcaças preferencialmente de pequeno a médio porte, tendo como principais presas o coelho-bravo e as ovelhas e cabras das explorações agrícolas. Nas últimas décadas, devido à regressão das populações de coelho, os abutres-pretos passaram de uma alimentação quase totalmente baseada no coelho (anos 70) para uma alimentação à base de ovelhas (1998-2000), alimentando-se também de cabras, porcos e ungulados silvestres em menor escala.
Reproduçao: Geralmente nidifica em colónias dispersas, quase sempre em árvores, sobretudo sobreiros, azinheiras e, em algumas regiões, pinheiros. Os ninhos são feitos de paus e troncos, atingindo 145-190 cm de diâmetro. A postura ocorre entre Fevereiro - Abril e é quase sempre de 1 ovo. Os abutres-pretos tornam-se adultos aos 3-6 anos de idade.
Principais Ameaças: São várias as ameaças que afectam as populações de abutre-preto: envenenamento ilegal; colisão ou electrocussão em linhas eléctricas aéreas; abate ilegal; redução da disponibilidade trófica devido à escassez do coelho-bravo, e a medidas sanitárias que obrigam a recolher todos os cadáveres de gado; degradação do habitat de alimentação devido a práticas agrícolas,; perturbação humana nas zonas de nidificação; resíduos de medicamentos e de metais pesados (chumbo) nas carcaças do gado doméstico e/ou silvestre.
Benefícios da sua Preservação: Ao eliminarem, de forma rápida e eficaz, as carcaças dos animais mortos no campo, os abutres evitam a propagação de doenças e asseguram o funcionamento da rede trófica do ecossistema.
Curiosidades:
A constante presença de abutres nos locais de morte, tornou-os símbolos desta aos olhos dos Homens.A exploração dos cadáveres com o consumo da carne putrefacta por parte destas aves, acompanhado da sua fisionomia e do seu grande porte, faz com que os humanos as sintam como verdadeiros símbolos da morte.
pulitzer-1994.jpg
Ganhadora do Prêmio Pulitzer em 1994 e publicada pelo The New York Times, a foto foi tirada em 1993 no Sudão, pelo fotógrafo sul-africano Kevin Carter(1960-1994). Esta descreve uma criança faminta sem forças para continuar, rastejando para um campo de alimento da ONU, a um quilômetro dali. O abutre espera a morte desta para então poder devorá-la.
O fotógrafo criticou duramente sua postura por apenas fotografar, mas não ajudar, a pequena garota: “Um homem ajustando suas lentes para tirar o melhor enquadramento de sofrimento dela talvez tambem seja um predador, outro urubu (abutre) na cena.”, teria dito.
Um ano depois o fotógrafo, em profunda depressão, suicidou-se.
Espécie: Aegypius monachus
Nome Comum: Abutre Preto
Estado de conservação:
Global - pouco preocupante
Portugal - Criticamente ameaçado
Habitat: O abutre-preto tem como habitat zonas florestadas com bastante relevo, usando também zonas áridas e semi-áridas de alta montanha até aos 4500m.
Distribuição geográfica: Na Europa está presente na Península Ibérica. Depois na Turquia, Irão, Afeganistão até ao sul da Sibéria, Mongólia e norte da China e extremo norte da Índia.
Distribuição geográfica das populações de Abutre-Preto em (2007).
Legenda: verde – distribuição actual das populações reprodutoras; azul: distribuição actual das populações invernantes.
Distribuição das populações reprodutoras de Abutre-Preto na Península Ibérica, adaptado em 2006
Morfologia:O abutre-preto é a maior ave de rapina da Europa, com cerca de 98-107 cm de comprimento e podendo atingir os 3 metros (250-300 cm) de envergadura. De plumagem escura, quase preta, este necrófago pode ser avistado a planar nos céus raianos, em busca de animais mortos para comer. A sua imensa silhueta escura, de asas quase rectangulares é imponente, sendo um verdadeiro privilégio avistar um destes animais.
Ecologia:O abutre-preto é uma espécie associada aos habitats Mediterrânicos, nidificando sobretudo em bosques de sobreiro ou azinheira, quase sempre em zonas remotas e montanhosas, com declives acentuados e longe da presença do Homem. Cobrem diariamente dezenas de quilómetros, em busca de alimento. As áreas onde se alimenta dependem da disponibilidade de presas, mas o abutre-preto prefere alimentar-se em zonas de montado, e longe de fontes de perturbação humana.
Alimento: Alimentam-se de carcaças preferencialmente de pequeno a médio porte, tendo como principais presas o coelho-bravo e as ovelhas e cabras das explorações agrícolas. Nas últimas décadas, devido à regressão das populações de coelho, os abutres-pretos passaram de uma alimentação quase totalmente baseada no coelho (anos 70) para uma alimentação à base de ovelhas (1998-2000), alimentando-se também de cabras, porcos e ungulados silvestres em menor escala.
Reproduçao: Geralmente nidifica em colónias dispersas, quase sempre em árvores, sobretudo sobreiros, azinheiras e, em algumas regiões, pinheiros. Os ninhos são feitos de paus e troncos, atingindo 145-190 cm de diâmetro. A postura ocorre entre Fevereiro - Abril e é quase sempre de 1 ovo. Os abutres-pretos tornam-se adultos aos 3-6 anos de idade.
Principais Ameaças: São várias as ameaças que afectam as populações de abutre-preto: envenenamento ilegal; colisão ou electrocussão em linhas eléctricas aéreas; abate ilegal; redução da disponibilidade trófica devido à escassez do coelho-bravo, e a medidas sanitárias que obrigam a recolher todos os cadáveres de gado; degradação do habitat de alimentação devido a práticas agrícolas,; perturbação humana nas zonas de nidificação; resíduos de medicamentos e de metais pesados (chumbo) nas carcaças do gado doméstico e/ou silvestre.
Benefícios da sua Preservação: Ao eliminarem, de forma rápida e eficaz, as carcaças dos animais mortos no campo, os abutres evitam a propagação de doenças e asseguram o funcionamento da rede trófica do ecossistema.
Curiosidades:
A constante presença de abutres nos locais de morte, tornou-os símbolos desta aos olhos dos Homens.A exploração dos cadáveres com o consumo da carne putrefacta por parte destas aves, acompanhado da sua fisionomia e do seu grande porte, faz com que os humanos as sintam como verdadeiros símbolos da morte.
Ganhadora do Prêmio Pulitzer em 1994 e publicada pelo The New York Times, a foto foi tirada em 1993 no Sudão, pelo fotógrafo sul-africano Kevin Carter(1960-1994). Esta descreve uma criança faminta sem forças para continuar, rastejando para um campo de alimento da ONU, a um quilômetro dali. O abutre espera a morte desta para então poder devorá-la.
O fotógrafo criticou duramente sua postura por apenas fotografar, mas não ajudar, a pequena garota: “Um homem ajustando suas lentes para tirar o melhor enquadramento de sofrimento dela talvez tambem seja um predador, outro urubu (abutre) na cena.”, teria dito.
Um ano depois o fotógrafo, em profunda depressão, suicidou-se.